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O Labirinto de Orfeu (parte 1)

 

Este título é uma mistura de duas lendas mitológicas; a de Teseu, que derrotou o monstruoso Minotauro dentro de um labirinto, e a de Orfeu, que resgatou sua esposa do Inferno, para, no final, perdê-la novamente.

O que têm a ver estas lendas, e ainda mais a mistura das duas? Bem, em primeiro lugar, se eu escrevo este texto, é para fugir de uma sina comum a todos os humanos: o desconhecimento de seu destino, e a necessidade de fazer algo, visto que a mente humana racional atual (e já reformatada há milhões de anos de evolução cósmica), não conseguindo viver em paz consigo mesma, busca desesperadamente se ludibriar criando e fazendo algo. Assim, se ela consegue começar alguma coisa, e se esta coisa começa a dar um prazer no exato momento em que ela trabalha, o momento presente se torna essencial e real, e o passado e futuro são temporariamente olvidados desta mente, que se compraz no trabalho elegido. Assim, ao criar, e escrever, portanto e por exemplo, resolvo colocar um título que me veio intuitivamente (o que é isso?), aceitando-o. Há anos atrás eu era muito mais criativo, e agora, sentindo este esmagamento, tento ressuscitar o “coração esquecido” da vida criativa.

E eis pistas de onde tento chegar...se este texto começa a correr e se perde, talvez tenha mesmo a ver com o título, pois está-se entrando em um labirinto. Mas não se sabe o que vai-se encontrar. Quanto ao fio de Ariadne, não se preocupem, pois permeando toda esta minha narrativa existe algo que quero e necessito compartilhar, que está em minha mente desde que me recordo quando criança. Só não sei se é uma criação fantasiosa minha, ou se uma utilização em conjunto da qual não posso me esquivar, pois pertencente à minha própria formatação genética, ou ainda se é algo trazido do psíquico do inconsciente coletivo adormecido, e que desperta quando o “artista”  se embrenha em seu metiér, ou se é algo assoprado por hierarquias angelicais (ou demoníacas que querem consumir o substrato humano), ou se são auxílios de almas em outras regiões dos planos psíquicos e cósmicos, ou quem sabe se manifestações coadunadas por seres extra ou intra terrenos de formação superior às nossas...ou se são todas estas possibilidades, juntas, ou aos pares, ou algo mais que nossa mente nem pode conceber...!

Mas lhes pergunto: como sair desse labirinto de Teseu, que não é mais de Teseu, mas sim de Orfeu, que buscando uma solução, assim que a encontra a perde em seguida...seriam metáforas ao homem? Como a tela de um computador, na qual se inserem estas letras que na verdade não existem materialmente...ou existem, pois a matéria é um estado da energia, e a não-matéria também.

-continua-

Escrito por Gazy às 14h51
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Os problemas Humanos (parte 2)

 

 

O fio de Ariadne é justamente aquele que parece estar em paralelo com o coração funcionante (essa palavra parece não existir, por isso ela agora está criada) do homem. Enquanto ele bate (o coração), o ser vive, enquanto ele vive, o fio o conduz...um fio “invisível” , no qual alguns chegam a tocar!

Mas se Santo Agostinho, cuja vida pregressa era desregrada, e depois guinou para outro modo de vida, e São Francisco de Assis, cuja vida exemplifica o humilde, o “louquinho”, o “hippie” dos anos 70; e Gandhi, que de vaidoso advogado se transmuta em velho forte que fabrica suas próprias vestes a fim de minimizar o máximo possível o carma seu e de seus semelhantes (não importa aqui o que é carma e se você acredita ou não, mas te dou uma dica: a ciência fractal e quântica sabe que tudo é interligado e cada ação nossa conduz a um efeito de proporções inimagináveis. Portanto, antes de nos preconceitualizarmos com um termo ou uma filosofia, vamos nos informar acerca do que é possível. Note que me utilizo de exemplo da”toda-poderosa” Ciência como dogma principal que pode servir para justificar esta  teoria, em defesa do “carma”. Só assim você e eu podemos nos tranqüilizar e tentar aceitar estes fatos, mesmo com outro olhar! (o que é o poder hegemônico!).

Bem, além de Gandhi, houve um sujeito chamado Buda, que depois de perceber que o ser humano sofre, renunciou a este estado de vida, para, debaixo de uma figueira, durante 40 dias, conseguir exterminar a raiz-razão de sua mente. E Cristo, que nasceu fora do padrão da fecundação genética (a qual associa o esperma ao óvulo, trazendo outro aspecto ao humano).

Mas como acreditar nisso? Não precisa. Que tudo seja falso, não há problema. Que nada disso seja  verdade, que a religião (religare = religação) seja desnecessária, não faz a menor falta...que a ciência racional não seja verdadeira também (só que então não conseguiremos, nessas leis, construir uma casa sequer). Portanto, a negação de muitas das coisas que julgamos desnecessárias pode estar passando por um julgamento nosso, em que na verdade não está sendo realmente processado pela nossa mente, mas sim por uma região dela apenas: uma que foi “domesticada”  para assim achar, graças à nossa própria evolução, bem como graças à nossa infantilidade ainda no concernente a outros conheceres que nem sabemos existir (a própria TeoCiência atual sabe muita coisa que não nos repassa e demora para fazê-lo. Ela tem a desculpa real de estarem ainda sendo investigadas pelo canal estrito racional, mas outras escusas estão mancomunadas com questões governamentais e de litígio sigiloso de dominação nacional e extra-nacional).

 

Construímos nossas sociedades fragmentando-nos. Onde no início podíamos pensar num futuro excelente, em níveis psicológicos e materiais, agora com certeza não estamos mais tão confiantes.

Se tomarmos a questão bíblica da queda de Adão e Eva (sua expulsão do “Paraíso”), através de um prisma metafórico, podemos dizer que o ser humano vivia num estado puro, de eterna graça, em comunhão com a natureza, que a ele tudo provia. Mas eis que chega a tentação: o fruto do conhecimento. Mas que conhecimento? Se o homem já estava mergulhado na Natura, o conhecimento jazia nele mesmo, como consciência inerente. O que aconteceu então? Alguma coisa na formação psíquica do homem se soltou: um fragmento chamado agora de cérebro racional, o fragmento que precisa saber de tudo por uma ótica fragmentada, e que obtém um prazer novo por essa descoberta. É quase como se “Deus” houvesse parido o homem, e o enganado: apontou a ele um fruto que não podia ser comido. Mas se não houvesse apontado o fruto, o homem poderia comê-lo inadvertidamente. Mas também este fruto não precisava figurar no Éden...ou precisava estar lá, já que, como tudo é interligado, se não figurasse no “Paraíso”  este não poderia existir! Então, não havia opção, em realidade: “se ficar o bicho come, se correr o bicho pega” (há uma profundidade inextricável neste dito).

Bem, o certo é que a tentação se fez visível, e a partir daquele instante, o homem viu estimulado alguma coisa dentro de si que começou a partí-lo. E com a consumação da quebra da lei de Theos, o homem principiou sua jornada solitária, em que, ao mesmo tempo que é formado pela igual substância da matéria Natura, tem um isolamento psíquico da mesma, não estando mais “dentro” dela totalmente, não sendo mais como “Um”, como se constata nos animais selvagens.

E daí, esta evasão do Paraíso fez com que o homem sentisse a necessidade. E a necessidade de alimento, de roupas, de todo o mais era mínima perto da necessidade última e principal que o assolava (e o assola até hoje): o retorno à sua condição original, à sua psique ligada e coligada ao Éden, ao Paraíso. E esta necessidade, até hoje, tem sido a real mola propulsora de toda a saga humana, desde as guerras e conquistas bélicas, até a tecnologia atual e a falsa necessidade dela (pois substitui temporariamente a necessidade de preenchimento psíquico-natural, comungado entre o homem-Éden e o Paraíso-lar).

-continua-

 



Escrito por Gazy às 14h50
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Fora do labirinto! (parte 3)

 

 

Com este “trauma” da expulsão, não há remédio! O homem bem que tentou.

Constituiu famílias, caçou, plantou, tecnoligizou-se como extensão natural de si (McLuhan), mas conforme suas agregações foram se ampliando, seus problemas emocionais (por falta de estar no “Paraíso”)  continuaram.

O estado atual em que nos encontramos hoje, com tamanhas mazelas, e poucas tentativas de mimizá-las, é algo “natural” advindo desta evolução defeituosa hominídea. E não estou aqui computando as asserções a respeito de nossa evolução ter sido exclusiva, ter sido criada ou não por experimentos extraterrestres, ou acasalamento deles com primatas-hominídeos, ou ainda, planeta de expiações de energias retrógradas de todo o tipo do cosmo, bem como a indicação de a Terra ser um orbe-purgatório, ou de todos sermos co-controlados por uma energia “demoníaca”  que repercute nas cúpulas dos auto-poderes, etc.

Acredite-se ou não em tudo isso, pouco importa (ou muito, dependendo do ponto de visualização e enfoque mental).

O que deve ser levado em consideração é que, em face à situação do homem atual e seu posicionamento dentro deste planeta, em vista dos estados anímicos internos de sua mente, nada parece poder resultar em que se supere esta irregularidade; e menos ainda se divulga destes problemas, que em verdade se originam de um somente.

Eu mesmo me tomo como exemplo, e assim posso compreender muito do que se passa pela mente humana, em seus desígnios sempre insatisfeitos, pois que, em sendo um humano e tendo os mesmos desígnios, e ainda tendo nascido de uma união entre espermatozóide e óvulo, estou e sou acometido de todos estes embates mentais.

É engraçado como julgamos com extrema rapidez as ações de nossos semelhantes. Nossas mentes, como não conseguem se afrontar, espelham nas outras os problemas. Assim, é fácil eu acusar qualquer atitude do outro, do menor mal ao maior: do vizinho barulhento ao maléfico Hitler!

Se eles são “culpados”, eu o sou em mesma proporção! Cada pensamento meu, dirigido ao ego-querer e por ele, detona uma série de ocorrências que, como a teoria da Borboleta descrita pela ciência diz, pode acarretar uma guerra no outro lado do planeta (que vai afetar, em muito, este lado aqui, mais cedo ou mais tarde, psíquica e/ou fisicamente). Mas como não reclamar do vizinho, do motoqueiro barulhento, da pessoa que nos perturba, do bandido? Não há como, enquanto parte de nós for constituída do gene animal.

-continua-

 

Fora do Labirinto?

 

 



Escrito por Gazy às 14h50
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E isto é só um pouco do que fingimos não conhecer.

Quando nascemos aqui nesta Terra e neste nível material (energia semi-congelada), crescemos em um seio social sem nem sermos informados de certas destinações.

Quais?

Há influências comprovadas cientificamente, que ocorrem pelas gravitações dos astros no espaço sideral. Estas interações influenciam sobremaneira todos os componentes do universo. O ser humano tem sua psique em ligação direta com estes cruzamentos e sua formatação está em constante sintonia a estes movimentos intra-extra cósmicos.

Você pensa que não percebe isso...mas o mar e a lua e os plantios comprovam-nos a veracidade dos fatos. A menstruação da mulher e seus humores não são independentes, e nem independem das interações energético-cósmicas. E nem a mente do homem. E a cada época anual, muitas fases da mente humana se entrecruzam, oferecendo momentos diferentes para cada procedimento. O homem antigo estava mais próximo destes fluxos e refluxos,. Pois sua tecnologia se baseava em intuições. Agora com a extensão tecnológica do homem, suas percepções são fora de sua mente coligada, pois ele construiu aparelhos que mediam estas conexões. Assim ele, o homem se tecnificou e atrofiou suas vias psíquicas, em prol das vias extra-psíquicas: objetos tecnológicos e conhecimentos tecnicistas, evoluídos da ciência pragmática reducionista, desde Newton e Descartes. Assim, com o perdão deste belo trocadilho, Descartou-se a via intuitiva, mantendo a externa fragmentada.



Escrito por Gazy às 14h49
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Fora do Labirinto?

 

Mas e daí? Daí que em primeira instância, o homem descuidou de seus semelhantes, pois o que sempre tem vingado (embora diminuído um pouco atualmente)  é a resposta rápida, sem reflexão dos resultados. Assim, sem ter uma política social real, as pessoas são atiradas à própria sorte: se conseguem emprego, se mantém na sobrevivência, se não, tornam-se párias (mendigos e assaltantes).

Mas fomos nós mesmos que os criamos. Somos nós os culpados, e agora se explica o tal carma: tudo o que se faz, traz conseqüências (efeito “borboleta”), e se somos egoístas, o desequilíbrio pede “escravos”, que pede matéria-prima, que escoa a natureza, que se fragiliza e se desconstrói, e repercute no orbe: tempestades, terremotos, pragas, etc.

Assim, enquanto poucos se beneficiam, muitos se conglomeram numa vida paupérrima e com todos os males os atingindo, ribombando em suas mentes e deprimindo-os...estas energias negativas tomam acesso nas cidades, e se juntam com outras negativas egóicas, e  num efeito gigantesco dialogam com as fases cósmicas, causando  distúrbios incomensuráveis na mente do homem, no planeta (e além).

O homem, totalmente desequilibrado, sabendo intuitivamente que não vive como deveria, passa a criar “métodos” de resgate a seu prazer; de início pequenos desvios, depois imensos. Basta exemplificar: um funcionário de uma loja, “preso”  a esta  por 6 dias semanais, na parte da manhã e tarde, sem exercer sua vida (criatividade fluída), passa a “desejar” um futuro a cada instante. Assim, as bebidas, a droga e o sexo inconseqüente resultam como principais fontes facilitadoras de escape de uma vida abortiva. Num processo alucinado, milhões de pessoas geram outros tanto sem que este seja seu objetivo. Estes recém-nascidos, não tendo pai (e nem mãe madura) acabam por ter transtornos psíquicos, e no futuro serão mais desregrados ainda, num efeito fractal e de bola de neve incontestável. Assim, formamos a destruição de todo este sistema, para breve.

Este funcionário da tal firma não exerce sua vida: é antes um robô que tenta a todo momento se conter. Mas sua mente criativa pede que ele se libere, que ele seja co-autor da vida cósmica. Mas ele, se abstendo disso, desvia sua energia, para alguns momentos em que ele, elegendo por opção única, tem acesso. Ele não pode criar, está sob contratos racionais que estipulam seu trabalho: deve vender produtos para pessoas, a fim de sustentar uma firma, patrões, sistema financeiro, país...em nome de não se sabe o quê, pois a vida em si não é o alvo principal.

Como um espirro, seu ato sexual aflora a ejaculação no útero da mulher, sendo que, em muitos casos, nenhum dos dois se vincula conscientemente ao ato em si, como algo vivo e criativo: em uma instância, há vários padrões de relacionamentos, e em geral neste não há um carinho-amor (esta palavra significa uma coligação da mente-homem com o universo numa forma que poucos homens sabem traduzir: talvez o mais próximo seja o sentimento do ser humano em relação à sua prole quando esta é uma criança).

E assim, com todo estes quadros patológicos, caminha a humanidade. Não há psicólogos, psiquiatras, médicos, nenhuma profissão que possa ser verdadeiramente útil. Como criamos um mundo alucinado, criamos acidentes dantescos, principalmente em veículos de rodas. Nesses casos, há urgências médicas. Mas me refiro que são paliativos: remenda-se a máquina humana para continuar sua insanidade.

Como se pode viver sabendo disto? Como se pode viver sabendo que não há volta, nem que há como se reparar isto? Ainda mais se se levar em conta o efeito-borboleta (carma), e se levar que isto decorre de milênios? Nas estruturas psíquicas do homem já não há mais retorno. E ele não pode mais abandonar este estilo de vida, ainda mais com as megalópoles e empresas coligadas pelo mundo, principalmente pelas infovias da Internet.

Como retornar ao puro e aprender a viver, assim?

-continua-

 

 



Escrito por Gazy às 14h49
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A resposta, então? (última parte)

 

 

A resposta talvez esteja nesta própria mente-humana e suas novas observações: se a física quântica nos avisa que a mente é algo além do que parece, se o planeta começa a ter seu eixo cada vez mais inclinado, e se outras coisas começam a despertar no homem, não seria possível uma nova conformação psíquica? Mas haverá tempo? Veja as favelas e o caso das que se incendeiam. Eu fui ajudá-los? Não. Me refugiei, e com culpa, resolvo escrever isto.

Os governos farão algo? Quanto maior o degrau na (falsa) politização, mais mancomunados com outros objetivos estão os políticos, os homens de negócio, etc.

Parece-me que a resposta será apenas uma revolução na mente humana. Mas esta não vai

se dar sozinha. Ou vai, com auxílio de espargimentos: eu começo a pensar assim, isto passa para outro, etc (o efeito meme de Richard Dawkins, ou campo morfogenético de Rupert Sheldrake). E um seguinte que já está pensando assim espalha suas sementes mentais por outro modo, que também faz o trabalho, espargindo aos demais.

E de repente, desperta-se do sonho!

Será?

 

A vir.

 

Gazy



Escrito por Gazy às 14h44
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Objetivo Objetável

O principal motivo de realizar este blog, é ter um conduto para que eu possa veicular meus escritos, que ora permeiam o cientificismo, ora se colocam de forma poetizada ou reflexivamente engajada em dependência à fase da qual meu espírito se encontra.

Aos que se interessarem e quiserem conhecer mais trabalhos de minha autoria, incluindo as hq (histórias em quadrinhos) e minhas pesquisas no doutoramento, sugiro os links abaixo.

Abraço a todos.

Gazy Andraus

Doutorando em Ciências da Informação e Documentação pela ECA-USP, pesquisador do NPHQ da ECA, autor de HQ adulta de temática fantástico-filosófica.

 

homepage: http:geocities.yahoo.com.br/gazya/index.htm

 

Proj. HQMente: http://www.geocities.com/gazyandraus

 

Entrevista: http://www.alanmooresenhordocaos.hpg.ig.com.br/entrevistas71.htm

 

Gazy Andraus (gazya@yahoo.com.br ; gazy@usp.br)

Rua Jacob Emerick, 458, ap. 805, Centro, CEP: 11310-070, São Vicente – SP, Brasil.

tel: (13) 34685944




Escrito por Gazy às 06h03
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Por que razões o ser humano vive? (parte 1)

Por que os homens vivem? Eles vivem para manifestar a obra que criam, mas manifestá-la por uma causa: em geral se acobertam as justificativas, mas a principal é o desenvolvimento do amor, mesmo que eles passem pela guerra. E esta manifestação geralmente vem pela energia feminina.

Há algo na existência das almas que se colocam nos quereres dos homens em que, tudo aquilo que eles perseguem, só o fazem porque querem agradar as mulheres (como disse o ator principal num dos episódios da série niilista de humor extremamente inteligente, Seinfeld, que passa no canal da Sony entertainment). Dessa forma, enquanto buscam a alma que lhes corresponde, suas mentes se perdem por divagar (e ‘guerrear’) até que possam encontrar a calma em algum braço feminino que os faça descansar.

Assim, em meio a estas afluências de desejos e vontades, as criações desses homens vão se amontoando, e suas mentes passam a criar e a recriar aquilo que eles vêm fazendo. Como disse Jung, é inerente ao homem o desejo de criar e executar, pois ele jamais se igualará à mulher, sendo que ela tem um dom muito particular, que aos homens é negado: a concepção de um filho!

Dessa forma, com todos os tormentos que têm nessa vida, como a menstruação, as mudanças de humor, os desarranjos na gravidez e as dores do parto, elas têm uma dádiva que a nós, homens é quase incompreensível: o parir de um novo ser, oriundo de seu interior, de seu corpo gerador!

Quantos poetas já não cantaram odes a estes momentos ou a este fato! Até nas hq, muitos autores já verteram suas idéias quanto ao fato da gestação e da mulher-mãe (dentre eles, lembro Caza, um autor de histórias em quadrinhos francês). E é por isso que eles criam tais obras: como nós não temos o dom de parir um filho, tentamos desesperadamente parir outros tipos de “filhos”: seja na engenharia, na ciência e/ou na arte. É por isso que os homens criaram este mundo dentro da Terra. Mas eles pensaram que podiam fazer tudo sós, sem auxílio da mulher...e pior, acharam que ela atrapalharia!

Mas vou arriscar algo: acho que fizemos tudo isso porque estávamos com inveja! Se o homem se aproxima de “Deus” com seu silêncio e desenvolvimento interior (solavancado pelo fazer externado), as mulheres já estão vivenciando este “Deus”, e é esta a diferença entre homens e mulheres (e suas respectivas energias: animus e anima). Se o homem quer alcançar de volta Deus, a mulher já está com ele (mas talvez ela não saiba disso). Assim, foi criado este mundo-homem, que aos poucos foi se mostrando inoperante, fragmentado e defeituoso, pois carece de fraternidade, de amor, de energia-vida que seria dada pela contribuição das mulheres, que só puderam (re-) entrar neste esquema muito tempo depois...o problema é que muitas não percebem que só estão trocando de lugar com os homens, porém exercendo a mesma função deles, numa engrenagem por eles criada. É preciso que elas percebam que a engrenagem está viciada, e necessita ser mudada (inserindo-se uma nova que tenha o toque do ‘amor-fraternidade’, raio-energia típico da manifestação feminina).

O irônico disso é que na pré-história, no período neolítico, as tribos se formavam por clãs, e eram as mulheres quem exerciam autoridade sobre quase tudo, dando conselhos e etc (vide o álbum de hq A história do universo, vol. 2, de Larry Gonick). Aos homens, o costume de caçar e prover não era tido como algo superior. Ninguém sabia como se originavam as proles, e nem havia conceituações de propriedades. As mulheres foram perdendo seu status devido à introdução do conceito de propriedade privada, o qual formou no homem a idéia de coisas que lhe pertenciam. Vendo como os (seus) carneiros pariam, concluiu que as mulheres traziam filhos da mesma forma: através do intercurso sexual, e então a prole também era sua (do homem). Depois, com a ‘evolução’, o homem ‘aprisionou’  sua mulher em casa, e os campos passaram a ser cultivados por outros homens e não mais por mulheres (escravos – conquistados em batalhas por aquisição de mais propriedades privadas).



Escrito por Gazy às 06h02
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Por que razões o ser humano vive? (parte 2)

E assim se formatou toda esta nossa civilização, a qual carece de um humanismo, que talvez comece a ser repensado e recultivado pela ação da feminilidade (a qual faz falta ao homem, que, perdido, sucumbe a seus próprios desígnios secretos e caóticos, fazendo-o ir a batalhas infrutíferas e cármicas).

Assim, estabelece-se uma sociedade que parece não mais poder levar em conta o amor, e que não foi capaz de dar respaldo ao emocional de todos nós: homens se perdem em seu ‘analfabetismo emocional’ (termo empregado pelo médico Hector Osanjuan), e as mulheres que poderiam estar traçando e exercendo seu poder-gentil, não sabem como fazê-lo direito, pois estão inseridas em uma humanidade que foi montada pelo poder-ego do homem que batalha apenas por batalhar! Dessa forma, as mulheres também se tornaram analfabetas emocionais.

E este é o mundo que vivenciamos.

Mas há algo que pode superar tudo, e fazer com que a vida ganhe novas roupagens: o desenvolvimento do entrelaçar das almas, no amor e na fraternidade.

Imagine a que humanidade teríamos chegado, se as mensagens de um certo Jesus (Joshua Bar Josef) não nos tivesse chegado (ou se ele não tivesse vindo)? Não foi só o que ele disse que trouxe uma revolução na forma de pensar do ocidente, mas a energia por detrás do que ele disse é que fez isso. Se ele não tivesse existido, creio que a humanidade não mais existiria, tal é o furor com que o homem se empenha em destruir a si mesmo (tudo porque lhe carece o desenvolvimento do amor).

Mas com a informação crística (aliada a de Buda que o antecedeu, depois Gandhi e muitos outros – e todos provavelmente memetizados devido às informações daquele ser iluminado de há dois mil anos atrás), a energia-amor começou a ser inserida gradualmente.

É meu maior desejo que este amor seja a energia principal da humanidade futura, que está sendo construída por todos nós (e por algo mais que nos auxilia a isso), e que não mais vivamos confinados em nossas vidas egóicas e egocentradas, das quais ora não podemos nos desvencilhar, graças inclusive ao código genético animal..

Assim, mesmo com defeitos e falhas, ainda conseguimos criar, conseguimos realizar e viver de alguma forma. O problema é que não vivemos de forma muito equilibrada, o que causa males a nós mesmos e a nossos circunvizinhos, num entrelaçar de teias (que o carma e a ciência fractal explicitam). É possível que novas circunvoluções estejam trabalhando com esses novos homens e mulheres que estão nascendo...e que novas energias (a ciência desconhece a maioria das energias que existem no cosmo, embora saiba que elas existem) possam transmutar em algo distinto do que é este modus operandi guerreiro do homem-animal...

 

Assim, quiçá nós todos nos encontremos futuramente alegres, brincando e brindando a vida!

 

Gazy (2004)

 

 



Escrito por Gazy às 06h02
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A alma humana.

 

De gestos esquecidos

De levantes ensandecidos

Marchando a um eterno retorno

 

Homens que fazem horas

E horas que se esquecem de seus tempos

 

Vindo e indo

E assim jamais negando

Para que haja o levante

 

De flores e corpúsculos

E mártires e seivas

Redutos de sangue

Brilhando o solo

 

Chuva que enverniza

E que purifica

E que molha e des-seca

 

Aos que rasgam os véus

E desobscurecem seu porvir

 

Aos que renascem a cada morte

E assim vivos se soerguem

 

A que haja a glória de seus nomes

Que refletem as vibrações de suas almas

E que resplandescem a origem de seus seres!

 

Gazy (2004)



Escrito por Gazy às 06h01
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Dança dos elementos. (parte 1)

 

Nos ermos solos daquele local, em uma região desconhecida e sutil, abriam-se vastas planícies.

O parlamento das grandes, antigas e sábias árvores dormia, com o recato som de um riacho à esquerda da mata densa.

Os dois sóis despontavam ao horizonte: o primeiro, mais próximo, agudava seu semblante vermelho, chamuscando de brilho as plantas molhadas de orvalho.

Do final da mata, ao outro extremo, o lago sereno se abria, e de dentro um açoite envergando uma espada se verticalizava.

Nunca havia acontecido tal fato.

E de repente, as aves e outros bichos se levantaram em uníssono...despertando as assombrosas árvores: o freixo, o salgueiro, a mangueira, a figueira, o baobá...e de repente o balburdiar de seus tons graves se fizeram rasgar.

Do dia à noite, e depois dia novamente, a reunião se exasperava.

Mas o lago jazia sereno outra vez, desde há três dias, quando do ocorrido.

O ser que empunhava a espada havia se distanciado e se foi para sempre. Não havia retorno, e nem necessidade de guerrear.

A espada estava em suas costas, sendo carregada como um sagrado objeto que estava para ser depositado em um altar. O ser se aproximou de outra vasta planície (cujo solo era fustigado pelos raios solares das estrelas-primas).

Ele adentrou a vasta região e, ao chegar à ermida, sacou de trás de suas costas a gigantesca e reluzente lâmina. E, esbravejando, enterrou com vigor a espada no solo seco e vermelho a seus pés. Enfiou o objeto pontiagudo, que várias vezes havia lhe servido de ferramenta (seja em guerras ou travessias por densas matas), até o limite de suas forças.

Semi-engolida pela terra, a espada surgia agora como uma cruz (se observada ao longe por algum transeunte desavisado).

E esta cruz parecia guardar o túmulo de algum guerreiro morto em seu ofício...ou que faleceu na senilidade após uma vida de intercursos de combates...mas nada disto importava.

O que fazia efeito era o círculo que se construía ao redor do objeto...enquanto seu ex-senhor se afastava com solene calma e resignação.

O círculo evoluiu para espirais...as espirais eram rastros de capim que se encurvavam instantânea e magicamente...cada vez mais rápido, até alcançarem o solitário que se ía embora.

Ao atingir seus pés, as gramas que delineavam os redemoinhos no solo, subiram quais ramos de aprisionamento, trazendo o homem ao solo.

Seu queixo tocou o chão, enquanto seus braços tentavam se desvencilhar...mas aí então ocorreu o mais indescritível momento de sua vida...ao cair, seu corpo o fez para a direção da espada, a qual seus olhos podiam contemplar agora, na mesma linha de horizonte, e, estupefato, o homem não podia crer na visão:

Escrito por Gazy às 06h01
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Dança dos elementos. (parte 2)

 

A espada não era mais uma espada... e nem seu semblante parecia o de uma cruz!

O solo não era mais seco e de capim envelhecido (e semi-avermelhado)... no horizonte não havia mais os sóis...nem o céu existia.

A claridade se fora, e as estrelas despontavam em bilhões, umas brilhando mais que outra.

E o homem contemplava à sua frente uma dança que ele não podia crer: os átomos da manopla da espada (bem como o corpo da mesma) explodiam em ininterruptas esferas de luz que, embora soltas, mantinham uma frenética dança perfazendo a forma vazia anterior do objeto de guerra.

E as estrelas – elas mesmas – começavam a estourar (sem que houvesse som), acelerando seu ritmo, tal qual o dos elétrons da espada brandiam.

E ao redor, as plantas pululavam, e mesmo o solo e o capim, e a planície inteira...e o homem, dançavam...giravam, dançavam, giravam, em espiral e em ritmados movimentos, ora rápidos, ora mais lentos...e o homem não ficava tonto, e nem queria mais se soltar das amarras (pois nem notara que já estava solto)...e tudo “dançava”...e era uma dança estelar...cósmica...e crescia seu ritmo... e em espiral... e principiava a ascender...e ascendia tudo, cada vez mais, e mais, e mais....e ia embora para todos os lados, para cima (aparentemente para baixo também, embora não existisse mais o “baixo”)...

E o universo dançava cada vez mais em uníssono, ritmado e frenético...incessante, e o homem já não era mais um ser elemental, e nem o parlamento existia só, e nada parecia ser unívoco... e tudo parecia um louco sonho de um insano (mas o que seria um “sano”?).

Eis o fatídico domo!

Eis o limite do limite!

Eis  a vertigem...

E a esfera!

 

Fim

Gazy Andraus (22 de setembro de 2003)

 

 



Escrito por Gazy às 06h00
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Consumindo a chama...vivendo como se fosse eterno! (parte 1)

Consumindo a chama...vivendo como se fosse eterno! (parte 1)

 

Onde estão as vidas...onde estão os seres...que, esquecidos de sua origem, enfronharam-se no jardim da morte?

E pois eram doze ou quinze (o que importa o número? O zero foi o último a ser criado, mas já estava antes de tudo).

O que se pode esperar de um eco humano ou de um grunhido pré-hominídeo...ou de um vagido inocente e espontâneo de um infante?

Tecendo as linhas cruzadas, a aranha emaranha destinos: insetos caem e morrem, mas alimentam a vida na outra ponta, mantendo a sobrevivência aracnea.

Quantas aspas se colocam entre um homem e sua mente, até que não se sabe mais qual é qual (se o homem é parte da mente, ou se esta criou aquele).

Mas quem sabe?

Pois, por que nascem homens, mulheres, girafas, besouros, calangos, ornitorrincos, zeuglodontes, mamutes, avatares, corpúsculos, átomos, feridas, fendas e aço?

Carbono em combinação, e todos elementos se estruturam: ao homem, tudo é questão de descobrir e se pôr no plano, como parte dele, mas também como ser isolado que co-cria.

Mas é Deus, o Homem? E Deus é o quê?

E o homem, ele-mesmo, se configura como que matéria?

Fora dessa mente do homem, o que vem e o que o torna ele mesmo?

Por que ele é angústia quando escuta a si e ao cosmo?

E por que ele deve escutar e inquirir?

Ele não poderia abandonar tal faculdade?

Mas por que deveria argüir acerca desses fatos? E não pode ser/estar como deveria (se é que ele o sabe)?

Prometeu foi punido por ter ofertado a força ígnea aos bípedes pelados...um tormento sem fim percorreu os dias dele, tendo seu fígado devorado por uma grande ave de rapina.

Chorou prometeu acorrentado, dia após dia, e pagou por ter deflagrado o conhecimento que queima, aos pós-primatas. Prometeu ardeu em dor e fustigou sua mente, num império tormentoso que enlouqueceria qualquer mortal (mas então seria bom àquela altura, enlouquecer).

Prometeu não foi punido ad infinitum, pois Herácles interveio, enquanto realizava um dos doze trabalhos de progressão psíquico-cósmica.

Há fim para tudo, como também começo, e o fim é já um começo, pois o começo principia o rumo ao fim, Sísifo bem o sabe!

Escrito por Gazy às 05h59
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Consumindo a chama...vivendo como se fosse eterno! (parte 2)

Consumindo a chama...vivendo como se fosse eterno! (parte 2)

Homens, que construíram as trombetas, os céus se abriram de novo: vagalhões de ondas vermelhas e laranjas vararam o espaço celeste, rasgando os arco-íris e solidificando a imagem da expansão.

E eis que frutos caíram, de onde só haviam sementes pequenas e inexpugnáveis.

Homens que construíram trombetas, toquem-nas agora, pois o rugido vital aportou e tudo o mais, nada será como sugeriu ter sido...

Dentro e fora, o timão gira a bombordo e estibordo, e por vezes estanca-se ao centro, navegando o bólido aquático, erguendo-o aos céus e ao espaço frio e vacuizado, ponderando a mente cósmica, clamando o que sempre esteve por vir...

Eis as dinastias e as construções, bem como os âmagos e os fundamentos.

Enfim, de seu derradeiro limite, opaco pela natureza, e transtornado pelo vazio preenchido, do nada se fez o tudo, e aind´assim, brilhou lá ao longe a cabeça da tocha...acesa...acesa sempre e para sempre com a chama que jamais foi criada, e nunca se apagará, pois não houve início...

Então fim não haverá!

Entenda quem queimar...e não arder!

 

Gazygneo Andraus, 13 de novembro de 2003, em algum lugar do orbe terrestre, que singra o vácuo cósmico estelar!

Escrito por Gazy às 05h59
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